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“Pulhice”

há +43 semanas

Não foi fácil a Norberto aceitar a proposta de admissão na Distrex. Tinha pela empresa a que estava vinculado a paixão típica do primeiro amor e nunca é fácil abandonar uma primeira paixão. Não sendo perfeita, essa empresa tinha-lhe proporcionado um conjunto de experiências muito enriquecedoras e uma evolução profissional fulgurante. Mas, ao fim de dez anos e com uma nova orientação estratégica com a qual não se identificava, sentia que estava na altura de “dar o salto” e conhecer novos amores.
O processo de recrutamento para a Distrex foi longo e . . . “estranho.Para ler mais

Comentário de victor neto:
Surpreendido que o Norberto tenha ficado surpreendido com esse tipo de atitude. O interessante teria sido de compreender as motivações da Neuza e fazer-lhe mudar de atitude.
Numa corrida de obstaculos não se olha para o obstaculo mas para a meta. O obstaculo é apenas um passo mais largo...


2016-09-27 17:00:11
Comentário de João Cunha e Silva:
Infelizmente esta história está presente em muitos de nós profissionais de RH e traduz bem a natureza humana por vezes insondável em que a tentação pelo ressentimento e rancor levam à maldade nas atitudes e comportamentos...

Para mim o Norberto fez bem e agiu com maturidade bom senso e inteligência emocional características essenciais para quem quer ser um bom gestor de pessoas.

Obrigado pela leitura e um forte abraço
João Cunha e Silva

2016-09-27 17:31:00
Comentário de Vasco TFonseca:
Realmente fiquei surpriendido com o final talvez por continuar a ter dificuldade em aceitar a pequenez do ser humano.
Relativamente ao Norberto é admiravel a confiança em si proprio para não ter acedido rapidamente ao que seria uma indicação da administração...esse seria o comportamento espectavel numa grande maioria das pessoas :

2016-09-27 17:31:40
Comentário de Alda M. M. Ribeiro Crugeira:
Triste estória mais triste ainda se ela for uma história

2016-09-27 17:39:05
Comentário de Orlando Ribeiro:
Muito provavelmente foi a bagagem de Norberto que lhe permitiu não entrar com o pé esquerdo junto dos colaboradores...armadilha montada teria funcionado perfeitamente para aqueles profissionais que cegam com as diretrizes da Administração sem validar a sua veracidade e utilidade.
Muito bom excelente exemplo para refletirmos

2016-09-27 17:42:40
Comentário de Céu Mendonça:
Acredito que felizmente as Neusas estão em vias de extinção.

2016-09-27 17:51:46
Comentário de Moisés Teixeira Vidal:
Uma liderança na sombra pode provocar tanto mau estar numa organização como um mosquito num quarto.
Tentar re orientar o elemento desalinhado para o desígnio da empresa é mais que mandatário. Contudo e em prole da coesão do grupo a saída desse mesmo elemento pode ser inevitável...

2016-09-27 17:56:32
Comentário de Ana Magalhaes:
O sentido de sobrevivência quando aleado ao medo de perda e falta de awareness leva a ações absolutamente extraordinárias algumas de moral e valores questionáveis. O ser humano é uma caixa de surpresas ou talvez não.

2016-09-27 18:05:47
Comentário de Fernando Garcia:
Claro que o Norberto foi maduro não se precipitou. Quando se chega de novo a uma empresa manda o bom senso que primeiro se perceba que terreno se está a pisar antes de tomar decisões independentemente da função que se vai desempenhar.
Mas o Norberto também teve sorte pois se a administração não aceitasse a dispensa da Neusa o que muitas vezes acontece por várias razões nomeadamente algumas que a razão desconhece ou até porque os custos envolvidos poderiam não ser oportunos teria que lidar com a permanente pulhice o que não seria com certeza fácil


2016-09-27 18:11:33
Comentário de Luis Azevedo:
O bom senso e o senso comum imperam na nossa vida como tal ajuda-nos a agir no melhor interesse comum.
Deveremos num futuro o quanto mais próximo possível inverter o pensamento da pulhice que em muito está enraizado na génese humana. Eu apenas existo se tu existires ao meu lado.

2016-09-27 18:29:11
Comentário de Paulo Fernandes:
Excelente texto que infelizmente podemos encontrar em muitas empresas e em qualquer departamento. O mais complicado é por vezes perceber a motivação das Neuzas e de que forma se podem redireccionar.
No final e mais importante é como os Norbertos podem continuar a fazer o trabalho que ele fez formar fixar e fazer com que o resto das pessoas sigam na mesma direção.

2016-09-27 18:41:17
Comentário de Jorge Valério :
Bom exemplo e sempre útil de evidenciar pois na maioria das empresas situações similares são recorrentes e arrasam muitos Norbertos.
Neste caso e ainda bem teve um fim feliz e o Norberto levou a bom termo a sua missão e foi reconhecido por isso.

2016-09-27 19:22:53
Comentário de João Travassos de Almeida :
Esta Distrex é o paradigma de um quadro muito frequente no nosso tecido empresarial que contribui fortemente para os nossos baixos índices de produtividade e eficiência.
Não me refiro exclusivamente às PME s mas também a muitas empresas de dimensão relevante que estão desligadas da gestão do seu principal ativo: as pessoas.



Norberto encarna a coragem da não acomodação arriscando aceitar um novo desafio profissional que neste caso continha importantes factores de risco. Bom senso inteligência emocional e capacidade de fazer acontecer são atributos óbvios.
A pulhice convertida em realidade incontornável em muitas empresas praticada por verdadeiros especialistas é um sério obstáculo ao desenvolvimento dos negócios nivelando por baixo expetativas e motivações trazendo como corolário a desmobilização dos recursos relativamente aos objetivos.

Uma fotografia com muita acuidade de uma empresa em Portugal.

2016-09-28 00:34:35
Comentário de Vanda:
Mais um excelente artigo
Infelizmente casos como este ainda acontecem. E em muitas empresas são as Neuzas que comandam e abatem os Norberto e outros que lhes façam sombra.
Neste caso com a maturidade e bom senso do Norberto tudo terminou bem. Um bom gestor


2016-09-28 01:11:38
Comentário de Fernanda Grilo:
Felizmente ao fim de seis meses ela foi colocada noutra função e noutra filial ... ... Foi nesta altura que Neusa deixou tb uma casca de banana para a nova chefe de secção que o Norberto recrutou do exterior. Uma vez mais a equipa se uniu e recebeu a substituta da Neusa de braços abertos inteirando-a passo a passo de todos os procedimentos.

A Filha da mãe provou do próprio veneno

2016-09-28 01:36:59
Comentário de Patricia Dansot:
Lidar com as multimples facetas da personalidade humana seja talvez uma das mais espinhosas tarefas dos profissionais de RH.
Os medos e a inveja que surgem com maior força no inicio dos processos de mudança são sentimentos mais fortes que a propria necessidade ou vontade de mudar... é o temor da incerteza frente ao desconhecido.... mais vale um passáro na mão do que dois voando ????
Paciencia astucia... e sorte... atributos usados para combater e que não são sempre facéis de manter na voragem do dia a dia.
Parabéns ao Norberto pelo exito...


2016-09-28 08:23:16
Comentário de joaquim jorge:
O que será que teria acontecido se Norberto tivesse confrontado de imediato Neusa perante a Diretoria?
Acho que Norberto deveria sim seguir a sua linha de pensamento mas acho que a Diretoria deveria ser informada que as linhas a seguir internas iriam ser mudadas para dar a possibilidade de todos entenderam quais as reais mudanças e se eram positivas ou negativas.
já existiu alguém na minha vida que me disse o dificel não é o negocio mas sim as pessoas ...

2016-09-28 11:48:52
Comentário de Paulo Santos:
É bem verdade que o poder tem quem o exerce e neste caso o Norberto não se deixou levar pelas decisões e simpatias fáceis: tinha um carisma e sabia o que queria da organização Sem tibiezas aceitou o desafio de conhecer primeiro o chão que pisava e só depois construir. Nas empresas como na vida é preciso ter atitude e humanidade.Isso revela bom senso e edifica a vida profissional e as organizações onde vivemos.

2016-09-28 13:18:53
Comentário de Belarmino Vieira:
Caro José parabéns por mais um excelente artigo.
Quanto mais as lideranças e a cultura organizacional se basearem em princípios e valores de respeito e de dignificação das pessoas e estimularem em particular a confiança e a comunicação aberta franca e responsável entre todos os seus membros mais dificilmente haverá espaço para a pulhice . É esta a minha profunda convicção.


2016-09-28 17:13:48
Comentário de João Travassos de Almeida :
Esta Distrex é o paradigma de um quadro muito frequente no nosso tecido empresarial que contribui fortemente para os nossos baixos índices de produtividade e eficiência.
Não me refiro exclusivamente às PME s mas também a muitas empresas de dimensão relevante que estão desligadas da gestão do seu principal ativo: as pessoas.



Norberto encarna a coragem da não acomodação arriscando aceitar um novo desafio profissional que neste caso continha importantes factores de risco. Bom senso inteligência emocional e capacidade de fazer acontecer são atributos óbvios.
A pulhice convertida em realidade incontornável em muitas empresas praticada por verdadeiros especialistas é um sério obstáculo ao desenvolvimento dos negócios nivelando por baixo expetativas e motivações trazendo como corolário a desmobilização dos recursos relativamente aos objetivos.

Uma fotografia com muita acuidade de uma empresa em Portugal.

2016-09-28 23:51:57
Caro Dr. José Bancaleiro

Mais um excelente e paradigmático artigo ao estilo do que o Dr. José Bancaleiro já nos habituou. Obrigado desde já pois considero muito importante a reflexão sobre estas temáticas.

O bom funcionamento de um departamento de RH é a espinha dorsal de uma organização não tenho qualquer dúvida. São inúmeras as mais valias que daí advém e seria impossível enumerá-las todas aqui. O Norberto mostrou como é que isso se faz. Estando mais perto das pessoas têm oportunidade de dar um excelente contributo no bom desempenho de qualquer equipa ajudando a colocar as pessoas certas no lugar certo por exemplo.

Observamos aqui a vitória do espírito crítico e do empreendedorismo do Norberto que mostrou por um lado estar atento ao que se afigurava como uma armadilha subtil e que por outro lado mostrou preparação e autoconfiança para desempenhar muito bem o seu papel.

Observamos ainda a lei da sobrevivência que não é a do mais forte mas a do mais adaptado e do mais preparado como se esperava.

A Neusa mostrou-se inadaptada. Elementos com este perfil de destabilização há em muitas empresas. Em vez de funcionarem como catalizadores e galvanizadores como se espera de qualquer colaborador são nós apertados e lastro nas organizações. Afectam toda a dinâmica de consolidação e crescimento de uma organização manipulando o fluxo natural da comunicação criando rumores ou funcionando como maus líderes informais. Há que aprender e aprender rapidamente e a Neusa não aprendeu

Um excelente assunto para reflectirmos todos sem dúvida.

Um abraço

José Eduardo Mendes Rodrigues




2016-09-29 00:39:17
Comentário de Filipe Nunes:
Bem a historia do picar o ponto . Isso ainda existe? Claro que como uma forma de controlar as presenças dos colaboradores é uma grande ajuda para o processamento salarial mas para chamar a atenção por uns minutinhos de atraso?

Isto traz-me à memoria a primeira unidade fabril que trabalhei.
Eram umas regras interessantes pois o relógio estava diretamente ligado ao salário... 3 min atraso contava com meia hora de desconto no final do mês.
O interessante era que não se podia justificar atrasos com menores de 30 min...
Alguém sabe o que aconteceu? Quem chegava atrasado ia tomar um café e entrava mais de 30 min depois dava uma desculpa e o atraso era justificado....
No final a empresa nunca perdeu pois trabalhava-se bem para la da hora sem horas extras claro.
A maior polemica foi quando estávamos a montar a fabrica novo projecto novas linhas novos setup e todas as equipas de pessoal recém-licenciado jovem e cheios de motivação... ficaram durante bastante tempo a trabalhar pela noite dentro.
Como a picagem era feita já passava da meia noite o relógio considerava que não havia picagem de saída e por isso considerava falta da parte de tarde. Ou seja o salario foi cortado pela metade.... No dia de receber a fila no gabinete de RH era longa . Mas a solução era fácil: Primeiro repor o salario depois picava-se o ponto 1 minuto antes da meia noite para a saída e um minuto depois da meia noite para a entrada & 61514 Ah Não esquecer o horário era das 8 as 17.
A empresa tinha uma politica de punir quem chegava atrasado mas claro tínhamos todos de ficar ate tarde. Mais uma politica que só podia sair da cabeça das Neusas que por ai temos Com todo o respeito às pessoas e nome Neusa. Infelizmente o Noberto nunca apareceu e a fabrica apos 8 anos de laboração desapareceu ..

Podia ser uma Estoria mas infelizmente foi mesmo uma historia....

2016-09-29 08:49:29
Comentário de Teresa Peres:
Excelente artigo sobre um tema que infelizmente ainda continua a ser muito comum. São precisos profissionais de RH qualificados com experiência e com respeito pela pessoas para conseguir ir invertendo este tipo de práticas.
Valeu ao Norberto o seu espírito crítico e a sua coragem.
Precisamos de mais Norbertos em Portugal.
Um abraço

2016-09-29 17:18:30
Comentário de Sonia Gonçalves :
Excelente retrato do que se passa em muitas empresas. Infelizmente as Neusas existem e ao contrário desta pequena história conseguem permanecer nas suas funções.

2016-09-30 12:32:24
Comentário de Íris Marçal:
Óptimo artigo que reflecte infelizmente alguma actualidade do real das empresas pelo menos de algumas . Porém mais importante que tudo é a existência de Profissionais nos RH e nas Administrações que estejam atentos aos comportamentos e valores dos seus colaboradores e que tenham as competências chave para rapidamente identificar corrigir e dinamizar o que é a cultura da empresa e quais os valores que têm que ser vivenciados pelos seus colaboradores.

Obrigada pelo seu artigo que como sempre foi um prazer ler.
Um abraço
Íris Marçal


2016-09-30 17:07:46
Comentário de Hugo Pinto Cardoso:
Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio então cala-te Pitágoras
Esta norma que Pitágoras nos deixou não é aceite pelas muitas Neuzas que por aí andam.
Continue por favor no seu meio e pelos seus meios a dar-nos estas suas estórias revividas.
Abraço.

2016-09-30 17:17:55
Comentário de Isabel Moço:
Revejo-me tanto nesta José. Obrigada pela voz que dá a tanta miséria humana e tantos que nela são apanhados . Mas sim também continuo a acreditar nas pessoas

2016-09-30 17:45:45
Comentário de Sérgio Cabral:
Ao ler esta história recordo-me de uma frase que me acompanha desde que iniciei o meu percurso profissional:

Não importante tanto onde chegas na vida mas sim a forma como fazes esse caminho para lá chegar .

Obrigado pela partilha José.
Um abraço
Sérgio Cabral

2016-10-06 17:46:53
Comentário de Alvaro Fernandes:
Muito bom.
Bom exemplo a seguir.

2016-10-09 01:47:25
Comentário de Makiese de Carvalho:
O que jogou à favor de Norberto foi o nível de maturidade profissional...Não se devem tomar decisões imediatas sem antes reflectir

2016-10-12 10:14:04
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