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Assédio moral, burnout e France Telecom

há 412 semanas Todos sabemos que um pouquinho de stress não faz mal e até dá cor à nossa vida. Existem mesmo pessoas (é o meu caso) a quem o stress ajuda a que fiquem mais eficazes. O problema é que quando esse stress é muito intenso ou muito prolongado pode originar problemas de saúde físicos e mentais.
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José Socrates vs Ferreira Leite

há 412 semanas Artigo escrito em Janeiro de 2005, no âmbito da disputa eleitoral entre José Sócrates e Santana Lopes, usando a metodologia de tipificação de personalidades MBTI - Myers Briggs Type Indicator.
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O seu salário está na média? - artigo na Revista Prémio

há 517 semanas

Com as políticas salariais a serem traçadas no sector privado e na Função Pública, um estudo da consultora Mercer ajuda-o a perceber o aumento com que pode contar para 2008. Entre automóveis, planos de saúde e fundos de pensões, muitas são as formas de cativar os melhores.

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Parar para beber café é o mesmo que faltar - artigo no Diário Económico

há 517 semanas

Numa empresa com cem pessoas, o uso incorrecto do e-mail seria o mesmo que estes trabalhadores faltarem 1700 vezes por ano. Ou seja, se os funcionários não usassem esta ferramenta electrónica para enviar mensagens pessoais ou piadas aos amigos, a produtividade poderia aumentar 7%.

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Psicoterror - Recursos Humanos Magazine

há 519 semanas

Aconteceu há um par de anos a um colega meu numa empresa que conheço bem. Quando ele regressou de férias, encontrou o gabinete fechado à chave e, sem qualquer explicação, foi obrigado a estar durante dias sem nada para fazer, sentado numa secretária limpa no meio da sala onde estava a sua equipa e exposto humilhantemente ao olhar dos restantes trabalhadores da organização

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Prepare-se Nuno! ou 'O futuro dum jovem Engenheiro Civil'

há 570 semanas

Quarenta e cinco anos? Exclamou espantado Nuno, o jovem finalista de Engenharia Civil que me tinha procurado no dia seguinte à apresentação sobre as oportunidades profissionais da minha Empresa que eu tinha efectuado na sua Universidade.

Sim - respondi eu, saboreando o choque que tinha provocado no espírito do jovem - por muito estranho que lhe pareça, tem à sua frente pelo menos quarenta e cinco anos para trabalhar, e que quarenta e cinco anos. Vão ser quarenta e cinco anos num mundo que se caracterizará, essencialmente, por uma mudança constante e cada vez mais rápida, por uma competitividade crescente e a nível global e por uma complexidade que fará parecer os tempos que vivemos simples e calmos.

Viver e trabalhar num mundo assim, trará para si, Nuno, enormes consequências quer profissionalmente quer pessoalmente.

Uma primeira consequência é a necessidade de estruturar a sua carreira com uma perspectiva dumas dezenas de anos e não para umas dezenas de meses, o que implica que seja extremamente importante ter uma ideia (tão clara quanto possível) daquilo que gostaria de fazer no futuro e, em função desse objectivo, começar a preparar o caminho para lá chegar. Nuno, se lhe surgir uma proposta profissional bem remunerada no curto prazo, mas que não se insira dentro do trilho profissional que quer percorrer, recuse-a. Uma carreira constrói-se pouco a pouco, mas sempre no mesmo sentido. Nada pior que andar para a frente e para trás. Têm sido muitos os casos em que uma miragem de curto prazo, acaba por comprometer o sucesso de longo prazo.

Por esta mesma razão, é também importante pensar nos primeiros anos da sua vida profissional como uma fase para criar uma base sólida sobre a qual irá assentar o seu desenvolvimento futuro. Este período é o mais indicado para ganhar experiências e variar as vivências. Nestes primeiros tempos, mais importante do que ganhar muito dinheiro, é trabalhar com bons profissionais, integrar equipas ganhadoras, contribuir para projectos enriquecedores, etc. Prepare-se Nuno!

Outra consequência do mundo em que o Nuno irá viver profissionalmente será uma necessidade de actualização constante. O seu curso tem uma "validade" de poucos anos. A inovação (potenciada pelas novas tecnologias de informação e comunicação) é um dos novos paradigmas dos novos tempos e isso faz com que o conhecimento, mesmo o técnico, se torne obsoleto cada vez mais rapidamente.

Por outro lado, á medida que a sua carreira for evoluindo, a componente técnica vai estreitando e a componente de gestão vai aumentando. Esta evolução vai-lhe exigir competências que não tem devidamente desenvolvidas, em especial as relacionadas com a gestão e a liderança. O investimento permanente na formação vai ser condição básica para o seu crescimento profissional. Prepare-se Nuno!

A terceira consequência é a de, com forte probabilidade, ter de trabalhar em diferentes partes do mundo, com o impacto que isso tem, quer vida pessoal de cada um, quer na necessidade de adquirir competências de gestão intercultural. Basta verificar o que já está a acontecer nos dias de hoje. As grandes empresas de Construção Civil e Obras Públicas nacionais já estão a actuar em mercados tão diferentes como a Africa de língua oficial Portuguesa, o Norte de África, os Países da Europa de Leste e ainda a América latina. Não é, pois, difícil de imaginar o que estará a acontecer daqui a alguns anos. Prepare-se Nuno!

Por último, uma mudança permanente e cada vez mais rápida vai implicar uma mudança de atitude face à vida profissional. Conceitos como emprego para toda a vida, segurança no trabalho garantida por um contrato, estabilidade funcional e profissional serão, muito provavelmente, cada vez mais raros. A única segurança será proporcionada pelo seu valor num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e este valor virá das competências que for adquirindo.

As mudanças de função, as mudanças de empresa, as mudanças de profissão, as mudanças de País serão certamente muito mais frequentes. Prepare-se Nuno!

Entrevista na RH Magazine

há 570 semanas

"(...) atrai-me uma profissão que considero que vai ter cada vez mais importância nas organizações e na sociedade em geral, pois, na prática somos os gestores do activo mais importante das organizações: As Pessoas! Não me daria muito bem a gerir movimentos financeiros."

"Todas as empresas ofereceram experiências diferentes, todas as empresas ofereceram momentos diferentes e em nenhuma delas foi tempo perdido. Defendo que o nosso papel enquanto gestores de Recursos Humanos é aquele que as nossas organizações e o seu negócio necessitam."

"O gestor de Recursos Humanos tem que se habituar a não ter opiniões, mas a ter hard facts, isto é factos fundamentados por métricas. Enquanto não formos capazes de ultrapassar esta barreira, vamos continuar a ter dificuldades em ser devidamente valorizados e respeitados."

"(...) sou uma pessoa de projectos. Sou muito prático, muito pragmático, não gosto de complicar o que pode ser simples. Vou fazendo o melhor que sou capaz, em cada minuto e em cada segundo!"

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a totalidade da entrevista

Sindroma do regresso de férias

há 571 semanas

Quem é que nunca sentiu, mesmo sem se aperceber bem da razão, um aumentar da ansiedade e alguns acessos de mau humor nos últimos dias de férias?

Eu confesso! À medida que as férias, mesmo que curtas se aproximam do fim, começo a ficar nervosamente inquieto e estranhamente nervoso, o que dificulta o gozo pleno do tempo que resta.

Foi a Pilar, uma amiga da Galiza que se divide entre Lisboa e Vigo, que me alertou para o facto de em Espanha o "sindroma pós-vacacional" ser um tema que está a merecer um grande debate. Por coincidência, li recentemente num dos nossos jornais que um soldado da GNR se suicidou no dia anterior ao que deveria regressar de férias.

Em que nível de sofrimento estaria aquela pessoa para preferir acabar com a sua existência a ter de regressar ao serviço! Que tipo de gestão de Recursos Humanos existirá numa organização em que colaboradores preferem suicidar-se a retornar ao trabalho!

E depois não digam que a a forma como as pessoas são geridas nas organizações não podem ter efeitos dramáticos.

Jantar da Ambac - CCB, 27 de Outubro de 2005

há 620 semanas

Apesar da noite invernosa, perto de cento e cinquenta antigos alunos do MBA da Universidade Católica juntaram-se no passado dia 27 de Outubro de 2005 para mais um jantar da Associação dos antigos AmbaC.

O convívio, a possibilidade de reencontrar antigos colegas e o reforço do network eram, sem dúvida, aspectos que contribuíram para esta elevada participação. No entanto, estamos convencidos que o factor que mais influenciou foi a anunciada intervenção do Professor João César das Neves sobre o tema "o estado actual da economia portuguesa.

E, quem lá esteve sabe que valeu a pena. Como sempre, o Professor apresentou duma forma incisiva e bem humorada os quatro estados da economia Portuguesa: Os estados sólido, liquido, gasoso e ....pastoso.

Para além das preocupações com o "como vamos sair disto", o problema duma educação (incluída no estado pastoso) dominada pelo corporativismo e virada para dentro, acabou por ser aquele que mais debate originou.

Todos sabemos que não há "almoços grátis", mas estamos certos que o investimento (sempre em tempo, dinheiro e emoção) originou um retorno amplamente favorável.

Vamos ter, certamente, muitos outros.

Lisboa 30 de Outubro de 2005

Direcção da AmbaC

José Bancaleiro

Serão do Fórum RH com Luis Marques Mendes

há 620 semanas
Commenda, 28 de Outubro de 2005

O Fórum RH é um grupo de profissionais de Recursos Humanos que se reúne há quase doze anos para debater questões relacionadas com a gestão de pessoas, para partilhar ideias e preocupações relacionadas com a sua actividade profissional e também para se divertir em conjunto.

Este grupo formou-se em Junho de 1994, por iniciativa do Manuel ramalho Ortigão (na altura Director de RH da Unisys e hoje consultor especializado em Executive Search) e do Carlos Figueiredo (Lever) que decidiram, em boa hora, contactar alguns colegas de profissão para criarem um Forum de debate.

A primeira iniciativa foi, como não podia deixar de ser, um jantar no restaurante do Palácio do Conde Mendonça / Universidade Nova de Lisboa, no qual tive a honra de participar e no qual conheci alguns colegas de profissão, que mais tarde se viriam também a tornar amigos. Devido ao meu MBA na Universidade Católica, nos dois anos seguintes mantive-me afastado deste grupo, embora fosse seguindo com interesse e entusiasmo os encontros que o grupo ia desenvolvendo.

O formato destes encontros foi sempre simples e eficaz. Uma sexta á noite e um Sábado até meio do dia numa pousada / hotel à volta de Lisboa. No fim de cada encontro era acordado entre todos, a "comissão organizadora" do próximo, o tema central do encontro e as saídas e admissões do Fórum. O facto de ao fim de onze anos nos continuarmos a encontrar é a melhor prova que o sistema funciona.

Um dos pontos fortes deste grupo (na minha opinião) é nunca ter existido uma estrutura formal (quando foi sugerida, foi liminarmente recusada) sobre a qual recaísse a responsabilidade de fazer o grupo funcionar. Talvez por isso, todos sintamos que o Fórum é de todos e que quando cabe a nossa vez, temos de avançar.

Felizmente, quando começa a haver sinais de "crise" no funcionamento do grupo, há sempre algum carola que toma a iniciativa e as reuniões voltam ao seu ritmo normal. O Carlos Figueiredo, o Manuel Ortigão, o Artur Fernandes já desempenharam este papel ao longo dos últimos anos.

Faço aqui um alerta e lanço um incentivo para que o grupo (já não me recordo das suas identidades) que está a organizar o próximo encontro o faça. Sei que todos estão muito ocupados, mas também sei que nenhum quer ficar com o ónus de deixar morrer o Fórum. Vá lá, marquem uma data e avancem. Se necessitarem de ajuda, estou certo que não terão dificuldade em descobrir apoio.

Todos os encontros têm sempre qualquer coisa de especial. Recordo-me com saudades do outdoor nocturno (ideias da Inês Murteira) em Sousel, em que na paz da madrugada alentejana, só se enviam os impropérios em "vernáculo alentejano" do Ildefonso Mendes. Na minha memória ficou também uma sessão sobre inteligência emocional, creio que em Évora, que um consultor com um ar completamente lunático, pretendia estender até às cinco da manhã duma sexta-feira. Ou mais recentemente a sessão na Praia Grande com o António Carrapatoso da Vodafone e na manhã seguinte com Prof. Jorge Araújo. Enfim, ao longo destes anos foram tantas e tão variadas as "estórias" que não pararia de escrever. Algo em comum a todos as reuniões do Fórum foi sempre o agradável convívio e a elevada aprendizagem.

No jantar de comemoração dos dez anos do Fórum, Realizado no mesmo local onde se efectuou o primeiro jantar, ficou decidido refrescar o Fórum, não só com admissão de colegas mais novos (os anos passam e não perdoam), mas também com uma maior flexibilidade no formato das reuniões.

Foi neste contexto que em Outubro de 2004 fizemos o primeiro "serão" do Fórum com o actual (na altura ninguém imaginava) ministro do Emprego Vieira da Silva (o Engº José Sócrates falhou à ultima hora) e que um ano mais tarde (28 de Outubro) conseguimos, finalmente, jantar com o Líder do PSD Dr; Luis Marques Mendes.

Este foi, sem dúvida, um serão diferente para os membros do Fórum. No restaurante a Comenda estiveram mais de sessenta profissionais de Recursos Humanos, entre os quais a maioria dos membros do Fórum e também muitos outros profissionais que foram convidados por eles.

O convívio inicial á volta do aperitivo de boas vindas entre oficiais do mesmo ofício, alguns dos quais não se viam há muito tempo, foi muito agradável. A qualidade da refeição...podia ser melhor, mas foi amplamente compensada pelo interesse da intervenção de Luis Marques Mendes.

Percebendo que se encontrava entre homens e mulheres de Empresa, o orador orientou a sua intervenção para a importância dos partidos se virarem para fora, se aproximarem da sociedade que representam (mal) e de se abrirem á entrada de outras pessoas. Defendeu a criação de círculos uninominais, ligando-a à necessidade de responsabilização dos titulares de órgãos de soberania, em especial dos deputados, e vendo-a como forma duma avaliação do desempenho.

O debate que se seguiu foi interessante e só não aq ueceu mais porque já passava da meia noite e o parque onde estava a maioria dos carros estava prestes a fechar.

Todos concordam que foi um "serão" diferente e com interesse. Estou certo que outros se seguirão.

José Bancaleiro
Sintra, 30 de Outubro de 2005

Tipificação psicológica de Soares e Cavaco

há 620 semanas

O MBTI - Myers Briggs Type Indicator é, um dos mais conhecidos e fiáveis instrumentos de "tipificação" de personalidades, sendo hoje usado em todo o mundo, nomeadamente como ferramenta de gestão de Recursos Humanos.

Baseado nas teorias de Carl Jung sobre tipos psicológicos, o MBTI foi desenvolvido nos Estados Unidos da América por Katharine C. Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers, partindo da ideia que todos nascemos com propensões naturais (por exemplo, para sermos Extrovertidos ou Introvertidos), que vamos desenvolvendo ao longo da vida e que vão definindo o nosso "tipo psicológico".

As "preferências" que estão na base desta teoria são colocadas (em oposição) em quatro escalas, criando 16 tipos de personalidade:

Introversão (I) vs Extroversão (E)
Sensitivo (S) vs iNtuitivos (N)
Emocional (F) vs Racional (T)
Julgador (J) vs Perceptivo (P)

Usar este sistema para tipificar a personalidade de Cavaco Silva e Mário Soares usando apenas o conhecimento que nos chegam através dos media, não passa de um mero exercício de "adivinhação", sem qualquer rigor científico. De qualquer forma, os traços de ambos parecem ser tão vincados e tão fortemente opostos que, na minha opinião, a analise que se segue poderá não estar muito longe da realidade. Se não veja.

Mário Soares dá fortes indicações de ser um ENFP (extrovertido, intuitivo, emocional e espontâneo) puro, enquanto Cavaco Silva parece ser um forte ISTJ (introvertido, sensitivo, racional e estruturado). Mais diferentes não podiam ser.

Os ENFPs são pessoas que se entusiasmam com facilidade (mesmo aos 81 anos) em especial quando encontram um desafio. Têm uma enorme energia e criatividade e estão constantemente a procurar novos desafios e novas formas de fazer as coisas. Canalizam sistematicamente toda a sua energia para o "seu" último projecto, atraindo e inspirando os que os rodeiam. Gostam muito mais de estar com pessoas do que da concentração nos números e revelam uma grande sensibilidade para todas as tarefas que exijam compreender e inspirar pessoas. Resistem muito mal á rotina, tendo tendência para saltar de projecto em projecto, tratando-os de forma superficial e deixando a maioria por acabar.

Os ISTJ são pessoas fortemente realistas, práticos e que fundamentam todas as suas decisões numa análise lógica e racional dos factos e dados, lidando muito mal com a indefinição e a falta de clareza. São extremamente trabalhadores, meticulosos, fiáveis e perseverantes em tudo o que fazem. Quando aceitam uma responsabilidade consideram o seu cumprimento integral como um dever de honra. São muito exigentes consigo mesmo e tendem a ser duros com os outros. A sua orientação para o detalhe e para sobrevalorizar as suas experiências anteriores, torna-os, potencialmente, avessos à inovação

De Soares podemos esperar (como bem sabemos) uma presidência expansiva, orientada para fora, activa e variada (E). Muito mais virada para "grandes ideias" do que para resolver os problemas do dia a dia (N), sempre próxima das pessoas, (F) flexível e espontânea (P).

Com Cavaco teremos um presidente concentrado, contido e que pensa bem antes de falar (I). Será pragmático, meticuloso e orientado para resolver os problemas reais(S), analisando detalhadamente todos os dados e tomando rapidamente decisões firmes com numa base totalmente lógica e racional. (T) Tenderá a criar á sua volta um ambiente estruturado e planeado(J).

Dizem os especialistas que não existem "tipos" melhores e piores. Cada tipo tem as suas vantagens e as suas desvantagens. Mas eleger o "tipo" certo para o momento certo, pode ser particularmente importante quando isso irá, certamente, influenciar o futuro dum País.

A escolha é sua!

José Bancaleiro,
Dir. Recursos Humanos da OPCA, Coordenador dos EMBAs da UAL